Silvestre Kuhlmann

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Gestos Poéticos

Um trecho da música de Sérgio Pimenta: “As palavras não dizem tudo / Mesmo que o tudo seja fácil de dizer / Com certeza fala bem melhor o mudo / Se sua atitude manifesta o que crê.

A mãe que acolhe seu filho no colo, a mão estendida ao amigo, o repartir do pão…
Gestos poéticos! Falam mais que palavras…

Gandhi, Mandela e Madre Tereza de Calcutá são bons exemplos de poetas de gestos. O maior de todos é Jesus, que se esvaziou, tomou nossa forma, morreu de braços abertos num abraço que engloba toda a humanidade e ressuscitou, dando a vida eterna a todo aquele que Nele crer e decidir viver a vida nova que há Nele. Suas mãos feridas acolhem a todos os que se voltam para Ele e dizem: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Uma canção do Wolô diz: “Foi meu ego que os pregos cravou / Mas Teu cravo este escravo livrou / E hoje lembro da dor / Que Teu corpo sofreu / Para um membro do Corpo ser eu.

E canto para Ele:

Esta é a mais bela poesia: Ver o Rei numa estrebaria/
Esta é a mais bela poesia: O Deus onipotente / Dependente do colo de Maria /
Esta é a mais bela poesia! /

Aquele que forjou o universo / Trabalhou numa carpintaria /
Aquele que cavalga nas asas do vento / Fez do jumentinho sua montaria.

Esta é a mais bela poesia: Ver Jesus em nosso dia-a-dia/
E no meio dessa correria / Fazer com Ele parceria, melodia /
E ver, no simples, a mais bela poesia.

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